21 outubro, 2007

A mutação do homem.

Éramos talvez bactérias ou em forma de vírus quando trazidos por rastros de cometas ou em meteoros que aqui chegaram há bilhoes de anos atrás. Nada está provado se nesta época existia vestígios do que seria o ser humano de hoje, mas uma coisa e certa e está provado cientificamente; tudo está em transformação, sempre esteve e sempre estará.
Assim como a borboleta que morre para renascer na sua mais bela forma em toda sua plenitude o homem se prepara para atingir o seu ápice da mais bela perfeição, lapidada através de milhões de anos com grande sofrimento no seu mais alto martírio no domínio de seu mais frio algoz: o tempo.
Através da consciência coletiva acreditamos que todo o tempo de existência do planeta terra está única e exclusivamente resumido ao nosso próprio tempo de vida. Quando lemos a história, inconscientemente acreditamos que estamos diante de estórias imagináveis de algum autor expirado; Não acreditamos realmente que a raça humana carrega biologicamente uma bagagem de fatos ocorridos desde os primórdios da criação, ou seja, há milhões de anos atrás.
Se retrocedêssemos o relógio biológico do homem espantaríamos em nos ver como as mais bizarras espécies.
Comprovadamente dois fatos nos chamam a atenção dentro de um espaço que consiste entre a idade média e a época atual: O homem cresceu e a loira legítima está em extinção. “Não é piada, é fato comprovado cientificamente”. O onitorrino, por exemplo, nada e têm penas, é mamífero e coloca ovos, tem bico e tem rabo; este animal está em plena mutação dentro de um ecossistema e suas exigências naturais.
O homem ainda possui os caninos que um dia foi necessário a sua sobrevivência, e com certeza, um dia não será mais preciso e o corpo humano, aos poucos, os apagará dos registros de seu layout. Talvez um dia as palmas das mãos não serão mais como as das palmas dos pés e do final de nossa coluna, não se terá mais nenhum rastro de um atrofiado membro que pode ter sido um rabo. É notório afirmar, que o apêndice só serve pra se ter uma crise e amputá-lo cirurgicamente e, fora uma grande listagem que foge aos meus conhecimentos.
Tudo na vida muda: o corpo humano, a vida em geral sobre a terra e em todo o universo. Tudo absolutamente tudo está mudando e se adaptando para melhor. O ritmo universal de vir a ser, ser e desaparecer nunca perde a sua sincronia. Nada permanece em sua forma original. A vida é uma mutação contínua a partir de início e crescimento, através da estabilização e maturidade para uma busca de harmonia e dissolução final, mapeando sempre para aquele que vem atrás, preparando sempre o caminho para um crescimento renovado.
E além do mais, individualmente “entenda quem quiser”, o tempo é necessário para vivenciarmos a diferença entre o que era e o que é.

2 comentários:

Tifon disse...

Fantástica descripção da possível resposta ao problema "filosófico" «...o que fazemos aqui vivos...?»

Gosto muito de me perguntar e pensar, é por isso que escrevo acerca de tudo o que me vem à cabeça.


Parece que também funcionas assim, não é? (risos)

Jac C. disse...

Olá,
Acredito que tenha chegado a mim pelo blog do R_Lima que vi linkado entre os seus.
Seja bem-vindo ao "Asas"!
Carinhoso abraço.

Saudações

A verdadeira religião, é a do coração.