12 julho, 2008

O Avatar (A Rosa e a Cruz).


Os doze apóstolos iniciais de Jesus eram todos gentios, escolhidos entre os que viviam na Galileia. E estes, foram os escolhidos para fazer um conselho de movimento cristão, que mais tarde, se daria início a maior religião de todo o globo.
Jesus não aparecia mais em público, mas só para os seus apóstolos nos dias de sábado, dando continuidade aos seus ensinamentos. E ao longo de um ano após a sua crucificação, a igreja cristã criou forma. Foi nessa época que se adotou a cruz como símbolo da cristandade, e ela não tinha um corpo crucificado, mas uma rosa.
A cruz já era usada como símbolo místico e esotérico a muito tempo no Egito por uma fraternidade monoteísta, e ela representava e representa até hoje o corpo humano de braços estendidos simbolizando a imagem do corpo físico, seus sofrimentos e provações ao longo da vida terrena. A cruz não era usada como instrumento de suplício, mas sim, no sentido místico sugerido pelo corpo de um homem com os braços abertos saudando o sol nascente, porque neste hora, a sua sombra projetada no solo formava a imagem de uma cruz. E como essa sombra era passageira e ilusória, sugeria o símbolo do corpo humano físico e de sua existência na terra. A rosa foi acrescentada a cruz representando a alma humana em virtude do seu desabrochar gradual, do perfume suave e da riqueza de suas cores e manifestação de maturidade.

A rosa na cruz simboliza a personalidade da alma que se evolui e se torna rica em experiência e manifestações por meio das aprovações, adversidades, tribulações e sofrimentos do corpo físico e da existência física. Assim, a rosa e a cruz se tornaram a imagem da expressão da alma através da experiência física e humana.

O próprio Jesus foi chamado de A Rosa, a rosa de Sharon.





14 junho, 2008

O Avatar (Após a crucificação)

Mesmo com o corpo transparente, conseguia reter as grossas gôtas de chuva que caíam demasiadamente pesadas. O vento forte surgia das profundezas da noite escura assobiando melodias longas, tétricas e assustadoras. Raios seguidos por fortíssimos trovões iluminavam rapidamente um cenário adormecido e assustador. Talvez, não imaginassem o quanto aquela noite significaria para o futuro da humanidade; Talvez, não pudessem imaginar que aquela noite mudaria o perfil de um planeta por muitos e muitos anos.

Os dois guardas convocados na guarda do túmulo de Jesus tremiam de frio castigados pelo forte vento e chuva; ou, receosos por um deslize, qualquer que fosse. (Era conhecido em todo império romano a alta disciplina de seu exército. Qualquer deslize de sua conduta ou falha profissional de seus afazeres militar, o castigo iria de dezenas de chicotadas até a queima de suas roupas numa rápida cerimonia que finalizaria com a queima de seu corpo nu).
E foi de repente que um raio sobressaio dos outros e uma forte luz azulada pairou sobre os guardas que, paralisados, despencaram-se ao chão em um sono profundo. Um outro feixe de luz mais fraca fêz com que a pesadíssima pedra que fechava o sepulcro de Jesus, flutuasse como uma pena. Foi largada à uns dez metros além.
Notei que não mais chovia, pelo menos alí, onde tudo acontecia na calada da noite, onde agora, imperava um silêncio estranho como se nada arrastasse, nada se acendesse, nada voasse ou nada respirasse. Definitivamente era um silêncio estranho e uma calmaria inexplicável.
E de dentro do túmulo surgiu um corpo magro e visivelmente debilitado que flutuava lentamente para o interior da forte luz azulada. Pude observar com os olhos cerrados que se tratava de uma nave de pequeno porte. Um símbolo me chamou a atenção: era a de um peixe desenhado impecavelmente em sua fuselagem radiante. Ainda pude ver tembem que Jesus levantou a cabeça e acenou com grande esforço, para alguem no interior do veículo. E de suas chagas saíram luzes maravilhosas. Vi uma luz magnífica saindo de sua mão e envolvendo todo o seu corpo numa verdadeira explosão de luzes que flutuava para o interior da nave. A forte luz parecia agora mudar de forma e cores, e na velocidade de um raio, a nave seguiu para os confins da imensidão dos céus.
O sangue que Jesus deixou escorrer para o chão encharcado, desfazia-se com a pequena correnteza dentro da lama pela forte chuva que continuou e, pelos meus dedos molhados e trêmulos que se esfregavam tentando sentir o teor daquele santíssimo fluído.




Já acostumado com a escuridão, os olhos notaram
os objetos no interior do sepulcro: Alguns vasos aromatizantes, uma pedra lisa onde seria o leito mortuário de Jesus e, sobre ela, faixas de linho aproximadamente 30 cm de largura uma sobre a outra, que supostamente enrolava as axilas até o tornozelo de Jesus. Ainda sentia o cheiro das especiarias aromatizadas sobre o linho.

Escutei vozes e afastei-me sorrateiramente. Alguns homens se aproximavam e espantaram-se ao ver o túmulo aberto. Escutei um nome e o reconheci: era o discípulo João.


Os homens gritavam e apontavam a esmo. Estavam completamente atordoados.
" ONDE ESTAVA O CORPO DE SEU MESTRE?"

Daí em diante as estórias são inúmeras e a especulação da realidade é um jardim perfeito para a oportunidade de nascimento de várias seitas de diversas concepções religiosas.
As pessoas do meu tempo parece não entenderem que não importa o que tenha acontecido, o que importa, é que este último avatar, (já existiram outros como conta a história esotérica), nos deixou um legado magnífico de humildade e esperança; Tambem nos ensinou a ter uma fé sem preconceitos ou ganâncias, mas uma fé verdadeira de que sempre vai existir alguem lá em cima que te ama e sempre estará com a gente. O mundo em meu tempo parece se extinguir a cada dia: as pessoas parecem se odiar cada vêz mais e não se amar como deveriam se amar como se ama a sí próprio que foi o que mais Jesus procurou ensinar. A fé não é acreditar naquilo ou naquilo outro; em imagens ou seitas impostas por alguem que díz que a salvação está em doar algo de sí ou de suas reservas, mas a fé consiste em ser humilde e acreditar em sí próprio pela salvação. Doar aquilo que é o de mais valioso para sí: a própria vida em sacrifício e sem querer nada em troca. Fé é acreditar em sí e no amor ao próximo, pois onde erguer uma madeira e orar ao criador em nome de Jesus, a esperança estará alí, forte e renovada: Produto de uma vida de sacrifício que passou a ser sagrada quando esta mesma vida arcou com os pecados da humanidade e ainda assim, foi crucificada.

O começo.

26 maio, 2008

O Avatar (Após a Crucificação)



São perguntas que nunca me saíram da cabeça: se Deus é o pai supremo, o todo poderoso, por quê deixaria o seu filho padecer numa cruz em nome de todo o nosso pecado? Não poderia ser de um outro jeito mais simples? Pois é, cada segmento religioso nos dá uma explicação, mas somos obrigados a acreditar na fé quando a explicação não supre o raciocino lógico. Pra mim, isso nunca me bastou e agora sei o porquê; é como se sempre soubesse que um dia teria a chance de presenciar a extraordinária resposta de toda a minha vida.

Pilatos recebera a ordem de Herodes de soltar aquele que o chamavam de Rei dos Judeus, pois, não havia nada que o incriminasse a ponto de crucificá-lo, penalidade esta dada àqueles em que os crimes fossem bárbaros ou àqueles que subjugassem as leis impostas pelo império Romano. E Jesus apenas atacava a discriminação aos pobres e doentes que não podiam se banhar nas piscinas públicas (lavagem do corpo antes das orações no interior dos grandes templos). Jesus também era contra o comércio religioso e das riquezas acumuladas no interior dos templos. Mais nada, como já disse, nada que o fizessem ser crucificado. O medo do império era que Jesus se tornasse um herói após a injusta crucificação, e por isso, Herodes decidiu suspender tal castigo. Mas quando o soldado portador da mensagem imperial chegou junto à Pilatos, já era tarde. O mesmo soldado ainda correu na tentativa de salvar a vida de Jesus, mas não adiantou. Chegou a enfiar a ponta de uma lança nas costelas de Jesus e julgou que estivesse morto, mas não estava. Vi quando o sangue jorrou ainda vivo e liquefeito. Quando colocaram Jesus no chão, ainda perguntaram: “Quebramos-lhes as pernas?” (costume local após a crucificação): “Não”.Respondeu o soldado confuso.

Pude ver ao horizonte o céu escurecer assustadoramente em raios e trovões anunciando uma grande tempestade. Ainda pensei nos efeitos eletromagnéticos da tempestade interferir com a energia biopsicoenergética liberada por mim neste desdobramento quase físico de meu corpo. A viagem no tempo pela esteira magnética da vida sempre existiu e sempre foi feita, mas sempre teve os seus riscos e dificuldades. É bom lembrar agora que as maiores invenções não foram inventadas, mas lembradas ou trazidas do futuro. (Falarei disso em uma outra postagem)

Jesus estava pálido. Os cortes eram profundos e fatais. Lágrimas escorriam por entre os olhos e diferenciavam por entre as gotas de suor. Se Jesus era portador de autos conhecimentos de cura, ele já não estaria no processo de recomposição vital? E por entre os guardas que jogavam com a sorte a vestimenta de Jesus, familiares e devotos levaram o seu corpo enrolado num lençol branco e aromatizado por ervas nativas.

Jesus foi um homem incrível que lutou por ideais humanos, antes de divinos. A sua voz ainda ecoava por entre os corações daqueles que o levavam para o sepulcro. Parecia ecoar também por entre as montanhas, por entre as árvores que dançavam com o vento e, com certeza, por entre os tempos que viriam a seguir. Jesus conseguiu ser Jesus por dois mil anos e talvez, por muitos mais anos alem do meu tempo.

continua....

26 abril, 2008

O Avatar. (O Sermão que não está na Bíblia).



Mais uma vez estou na Palestina presenciando momentos do passado. E como já disse anteriormente, uso conhecimentos alienígenas para tal façanha, orquestrada por Phaíbe, um dos componentes de um grande grupo que tem a finalidade de mudar, através dos sonhos, a mentalidade humana. Não posso mexer no passado e tenho que impedir quem tentar fazê-lo - como já aconteceu algumas vezes -, pois se assim não fosse, o efeito dominó dentro dos novos acontecimentos, para o futuro, o nosso futuro, seria devastador. Mas não sou único e ninguém em especial, pois se surpreenderiam como existe uma infinidade de pessoas,de alienígenas e de estranhas entidades vivendo este momento magnífico de nossa história que é a passagem do nosso último mestre aqui na terra, Jesus. Descobri que existe até um grupo de cientistas de várias nacionalidades da minha época presenciando também, a vida de Jesus. Como eles chegaram aqui fisicamente, não sei explicar. Podem acreditar ou não naquilo que escrevo, mas para mim, é uma experiência única.

Em toda a minha vida nunca tinha visto um céu tão vivo e estrelado. O cheiro que me chegava nas narinas parecia descrever a paisagem e toda a sua exuberância, e o frescor daquele clima exótico, entorpecia-me a alma em uma outra viagem colorida: sentia a poesia pelo nariz.

Apesar de não entender aramaico, o ouvido do coração era impecável em seu discernimento. Então, era fácil entender o que eles diziam.
Observava Jesus aproximando-se de José, que sentado numa pedra em frente a uma pequena fogueira, desenhava alguns rabisco com um fino graveto. José havia se ausentado do grupo há bastante tempo, pois ele sempre fora um homem difícil de se lidar. Sempre falava alto e era raro encontrá-lo em silêncio: ou no som de sua voz, ou nos barulhos que fazia em sua volta, as vezes, desastradamente. Não entendia a missão que o seu mestre lhe dera: pescar homens.

A vida já era difícil e o governador Pilatos tinha acabado de aumentar os impostos. Como poderia ganhar o sustento e iniciar uma empreitada com um homem que estava mais para um anarquista?

Jesus sentou-se ao seu lado e nada falou. Pedro sabia da presença do mestre ao seu lado, mas




também nada falou. Os dois ficaram alí por alguns minutos contemplando as labaredas que produziam um verdadeiro show de imagens e estalos incríveis. Jesus, com uma fina e longa vareta, que só agora José se dera conta que ele a segurava, separou uma das brasas junto ao fogo. Era uma brasa ofuscante e linda. Completamente incandescente. E os dois ficaram a olhando até que começou o processo de resfriamento. Uma fina camada de cinza a cobriu a apagou-a por completo. Então, Jesus com a sua fina vareta a empurrou novamente para a fogueira. E como um passe de mágica, o pequeno carvão sem vida tornou-se novamente uma linda pedra em brasa com suas cores vivas e reluzentes. Jesus ainda em seus movimentos firmes e tranquilos, levantou-se calmamente. O mesmo fez José acompanhando-o apenas alguns metros. E José ainda vendo Jesus penetrando na escuridão, gritou para o seu único e verdadeiro mestre.

- Obrigado pelo sermão mestre, amanha estarei com vocês.



Eu, um viajante do futuro, ainda que usando a meditação e exercícios de relaxamento para um plano sutil por uma dimensão no etéreo, vivenciando a tecnologia do meu tempo como rápidos e sofisticados automóveis, telefones celulares, computadores e o homem na lua, venho para o passado e aprender com um homem que é capaz de ensinar sem mencionar uma única palavra.

Este era Jesus.

01 abril, 2008

Agradecimento.


Zaragata existe pra dar um "sacode" na galera que não acredita em nada; não acredita nem em sí mesmo.
Mas basta olhar em volta e ver a vida em movimento numa mágica magnífica de origem divina. Zaragata diz que a história existe, mas escrita e narrada de maneira capciosa.
Agradeço a Tifon por ser mais uma a se juntar neste fabuloso exército de pessoas que tentam de alguma forma mudar para melhor este mundo estranho; ou por versos, músicas, filmes, críticas, reportagens, ou estórias mágicas de aventura ou ficção no caso de Zaragata e Histórias com nome próprio. De alguma forma, criando Blog's na esperança de transmitir uma mensagem de paz.
Os meus indicados são:

Neurônios Perdidos

Laboratorio de geografia.


Visão Panorâmica



O Avesso da Vida

Um abraço a todos.

Saudações

A verdadeira religião, é a do coração.