
Mais uma
vez estou na Palestina presenciando momentos do passado. E como já disse
anteriormente, uso conhecimentos
alienígenas para tal façanha, orquestrada por
Phaíbe, um dos componentes de um grande grupo que tem a finalidade de mudar, através dos sonhos, a mentalidade humana. Não posso mexer no passado e tenho que impedir quem tentar fazê-lo - como já aconteceu algumas vezes -, pois se assim não
fosse, o efeito dominó dentro dos novos acontecimentos, para o futuro, o nosso futuro, seria devastador. Mas não sou único e
ninguém em especial, pois se surpreenderiam como existe uma infinidade de pessoas,de
alienígenas e de estranhas entidades vivendo este momento magnífico de nossa história que é a passagem do nosso último mestre aqui na terra, Jesus.
Descobri que existe até um grupo de cientistas de várias nacionalidades da minha época presenciando
também, a vida de Jesus. Como eles chegaram aqui fisicamente, não sei explicar. Podem acreditar ou não naquilo que escrevo, mas para mim, é uma experiência única.
Em toda a minha vida nunca tinha visto um céu tão vivo e estrelado. O cheiro que me chegava nas narinas parecia descrever a paisagem e toda a sua
exuberância, e o
frescor daquele clima exótico, entorpecia-me a alma em uma outra viagem colorida: sentia a poesia pelo nariz.
Apesar de não entender aramaico, o ouvido do coração era impecável em seu discernimento. Então, era fácil entender o que eles diziam.
Observava Jesus aproximando-se de José, que sentado numa pedra em frente a uma pequena fogueira, desenhava alguns
rabisco com um fino graveto. José havia se ausentado do grupo há bastante tempo, pois ele sempre fora um homem difícil de se lidar. Sempre falava alto e era raro encontrá-lo em silêncio: ou no som de sua voz, ou nos barulhos que fazia em sua volta, as vezes, desastradamente. Não entendia a missão que o seu mestre lhe dera: pescar homens.
A vida já era difícil e o governador Pilatos tinha acabado de aumentar os impostos. Como poderia ganhar o sustento e iniciar uma empreitada com um homem que estava mais para um anarquista?
Jesus sentou-se ao seu lado e nada falou. Pedro sabia da presença do mestre ao seu lado, mas
também nada falou. Os dois ficaram
alí por alguns minutos
contemplando as
labaredas que produziam um verdadeiro
show de imagens e estalos incríveis. Jesus, com uma fina e longa vareta, que só agora José se dera conta que ele a segurava, separou uma das brasas junto ao fogo. Era uma brasa ofuscante e linda. Completamente incandescente. E os dois ficaram a olhando até que começou o processo de
resfriamento. Uma fina camada de cinza a cobriu a apagou-a por completo. Então, Jesus com a sua fina vareta a empurrou novamente para a fogueira. E como um passe de mágica, o pequeno carvão sem vida tornou-se novamente uma linda pedra em brasa com suas cores vivas e reluzentes. Jesus ainda em seus movimentos firmes e tranquilos, levantou-se calmamente. O mesmo
fez José acompanhando-o apenas alguns metros. E José ainda vendo Jesus penetrando na escuridão, gritou para o seu único e verdadeiro mestre.
- Obrigado pelo sermão mestre, amanha estarei com
vocês.
Eu, um viajante do futuro, ainda que usando a meditação e exercícios de relaxamento para um plano
sutil por uma dimensão no
etéreo,
vivenciando a tecnologia do meu tempo como rápidos e sofisticados automóveis, telefones celulares, computadores e o homem na lua, venho para o passado e aprender com um homem que é capaz de ensinar sem mencionar uma única palavra.
Este era Jesus.