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01 agosto, 2009

A perseguição.

Há muito não via Phaíbe; Pra ser sincero, desde que tentara explicar com seus horríveis detalhes científicos sobre a desaceleração do planeta terra.
















Eu mesmo entendi o básico: A milhões de anos atrás a lua estava bem mais próxima da terra e o efeito aqui era devastador. As marés eram colossais com ondas inimagináveis e a medida que os milhares de anos iam se passando a lua se afastava mais, pois as ondas que eram empurradas pela gravidade lunar, quando voltavam, empurravam a mesma lua para mais longe. Uns 8 cm de distancia a cada ano desde que a terra recebeu um grande impacto de um outro orbe a bilhões de anos atrás e, desde ai, a lua que acabara de surgir após este grande impacto, ela vem se afastando e o planeta, desacelerando. Hoje, bilhões de anos depois, estamos vivendo os efeitos negativos mais do que ontem. Pode parecer pouco, mas se tratando dos poucos centímetros somados com os bilhões de anos, é fácil de imaginar o quanto a lua já se distanciou.

Observei ao longe que uma mulher me observava e não foi difícil reconhecê-la. Saltei bruscamente de onde eu estava sentado por sobre a grama e iniciei uma corrida ao seu encontro. Estranhamente esperou a minha aproximação até que, calmamente, entrou numa porta antiga onde havia uma velha escada de madeira. Tambem foi fácil imaginar que aquela construção antiga vinha do tempo do império. Na verdade, a rua toda tinha estes sobrados antigos, tão antigos que já estavam tombados pelo patrimônio da humanidade. "Ironia! Ainda a pouco estava pensando sobre a desaceleração do planeta e os efeitos sobre a humanidade" Procurei concentrar-me na mulher ainda que aquele cheiro de cômodo antigo me incomodasse.

Notei que algo acabara de acontecer, pois sentia uma forte estática nos braços e aumentava conforme me aproximava a um pequeno espaço sob a escada onde havia uma porta estreita. Corri rapidamente e abri, atravessando-a. Fiquei surpreso quando o ambiente que acabara de surgir era completamente diferente de onde eu tinha vindo. Parecia que estava em outro país; pra falar a verdade, eu estava em outro país, pois os letreiros dos comércios me diziam isso.. Notei tambem que a bela e jovem mulher ficou igualmente surpresa quando me viu. Agora, de súbito, iniciou uma desesperada corrida e eu, decidido, comecei a perseguí-la.
O seu fôlego era surpreendente, mas Phaíbe havia me treinado bem. Usei a técnica do controle respiratório e o cadenciamento muscular de meu corpo procurando não deixá-la afastar-se.
Saltou um muro alto de vegetação com agilidade e rapidez de uma felina, mas eu já sabia usar a energia magnética umbilical(explico depois) para agarrar-me ao muro e impulsionar-me para cima. Quando toquei o chão notei que ela já seguia em boa distância. Atravessou a rua por entre os carros numa agilidade invejável. Dois carros se chocaram por causa dela que pulou alto e rápido dando uma cambalhota numa disciplina impecável. Um homem a segurou pelo ombro, mas foi jogado a cinco metros de distância com um único olhar desta mulher. Continuei a correr tentando alcançá-la após observar que o homem ainda respirava.
Cada passo desta mulher era o dôblo de uma mulher comum. Comecei a preocupar-me em ter êxito ao conseguir alcançá-la. "E depois, o que iria fazer?"
Me dei conta que não estava viajando fora do corpo, sendo assim, não poderia fazer certos movimentos e nem tão pouco usar os poderes mais fortes em minha defeza. O que estava em jogo agora era a disciplina individual de cada um.
Em uma das viagens ao passado ela tentou me eliminar, e agora, o quê ela pretendia, dar fim a sua missão inacabada? E quem realmente era ela?

Eu tinha que alcançá-la.

05 abril, 2009

Ponto zero(terceira parte).

O ritimo do aumento da população mundial colocou em perigo os recursos naturais da terra e o meio ambiente que a cerca. Podemos sentir dia a dia o quanto é devastador para o clima terrestre, porém, ainda que não tivéssemos tal degradação e suas consequências, o fenômeno da desaceleração da terra e a consequente expansão da órbita lunar se fará presente e será inevitável seu acontecimento.
A velocidade de rotação da terra está vagarosamente diminuindo desde que ela surgiu, causando com isso, um aumento na duração do dia.

O princípio da conservação do momento angular requer uma compensação para a perda de momento angular de rotação da terra através de um ganho de momento angular orbital da lua. Assim, a velocidade angular e a distância da lua em relação a terra alteram-se em vista de uma desaceleração do planeta. Fatores como a influência da atmosfera, a não constância do momento de inércia da terra e o irregular acoplamento entre o núcleo condutor elétrico e o manto terrestre semicondutor, tambem alteram a velocidade do planeta. No entanto, os efeitos são insignificantes quanto as variações seculares, quando comparados com os do atrito produzido pelas marés.
A terra é basicamente recoberta por água e possui um sistema inercial e, devido ao afastamento da lua, as forças geradoras de maré irão gradativamente diminuir até um ponto de equilíbrio, quando o dia terrestre terá duração do mês lunar. Tanto é, que devido a desaceleração gradual da velocidade de rotação da terra, de tempo em tempo faz-se necessário um ajuste nos relógios atômicos para sincronizá-los com a rotação decrescente do planeta.

Na camada terrestre que é modificada pelo tensor de inércia, a massa é redistribuída gravitacionalmente provocando um aumento na ocorrência de terremotos. Nos oceânos, a maré é condicionada a variação do nível do mar em relação à terra produzida pela atração gravitacional da lua e do sol. Se bem que a força gravitacional da lua exercida em qualquer corpo na superfície da terra é bem menor que a do sol. Porém, como a terra está bem mais próxima da lua, as forças lunares geradoras de maré terá um efeito muito mais significativo sobre os oceanos, com importantes consequências de longo impacto para a órbita lunar e rotação da terra.

Pode parecer complicado, mas se você imaginar os oceânos que envolve a terra como se fosse uma bolha de ar colorida oscilando de uma lado para o outro, de um pólo para o outro, norte-sul, leste-oeste, expandindo e comprimindo de maneira disforme, entenderíamos melhor o efeito devastador do ciclo de avanço e atraso das marés e suas consequências nas grandes cidades que existem na orla marítima. Principalmente àqueles que têm o nível abaixo do nível do mar.



Por isso, as consequências maléficas do fenômeno de desaceleração serão notadas e sentidas num rítimo assustador do que a desaceleração e parada da rotação da terra, que com certeza, levará algumas centenas de anos.

Vamos lembrar que vários equipamentos movidos a força eletromagnética terão que ser reformulados, por causa da mudança de pólos. Algumas grandes potências já estão trabalhando nisso. Até mesmo substâncias de energia sutil que envolve o ser humano serão influenciadas. Doenças crônicas aparecerão e a medicina se verá obrigada a reformular os seus preceitos científicos.
Talvez, eu e quem venha a ler as minhas anotações não esteja vivo quando o ápice dos acontecimentos se fizer, mas com certeza, sentiremos na pele, no relógio biológico, na subconsciência e no mais intímo sentimento, os novos ares vindo de um horizonte sinistro.


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Quando olho para a multidão perdida em gritos estéricos ou em pensamentos alienados, subordinados a um sistema com um curto tempo de vida, fico a imaginar, quem espera que a humanidade atravesse uma nova jornada por uma linha tênue que separa a existência de sua espécie a um abismo escuro, dando um ponto final a tudo?

Voce?

Se moras abaixo da linha do equador e abrires a torneira do tanque com o ralo aberto, verás a água se esvaindo sempre no sentido anti horário, sempre. E se moras acima da linha, a água passará pelo ralo no sentido horário. No futuro, os dois movimentos se inverterão até que o fenômeno da desaceleração aconteça de novo.

31 dezembro, 2008

Ponto zero (parte II).


Os sonhos são vivos e eternos ou, fleches súbitos de impressões pessoais de nossos mais profundos desejos; São vários mundos exóticos forjados por imagens complexas de uma faísca colorida que há ou haverá de existir, mas ainda assim, submissa a uma consciência entorpecida.
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A razão emergiu ao sobressalto. Alguém me observava pela janela entre aberta. Tentei levantar-me e correr ao encontro daqueles olhos femininos, mas só ali me dera conta que já estava a bastante tempo em meditação. As pernas cambalearam e eu caí ao cão.

Quando levantei ainda com certa dor, já não havia mais ninguém.




Sentia que eram novos tempos estes. O próprio Phaíbe me orientava a permanecer no mundo real mais tempo antes que as sucessivas viagens ao plano astral afetassem minha razão. Mas teria que fazer isso gradativamente num processo contrário, quando no início, eu fizera o mesmo trabalho cautelosamente para doutrinar conscientemente os meus desdobramentos.

E todos os dias procurava informações quanto a desaceleração do planeta. Incrível como havia previsões catastróficas para o nosso futuro. Previsões que sempre acompanharam a evolução social influenciando todo um planeta criando milhares de mitos e superstições infundáveis e sem comprovações científicas. Eu mesmo, imaginava não existir tais provas, mas estava errado.
A informação de um planeta chamado Nibiru estar vindo em nossa direção me fêz olhar as coisas num plano científico. Como poderia existir um movimento de translação perpendicular ao de nosso sistema planetário? Seria impossível.
A natureza giratória e das forças gravitacionais centrípedas e centrífugas que conhecemos forçam todos os objetos a se localizarem girando e orbitando o centro de um sistema gravitacional. Impossível é, um objeto orbitar este mesmo sistema em sentido perpendicular ao do plano orbital. Ainda que existam planetas em órbitas excêntricas variando dentro de um pequeno valor diferencial ao plano achatado de sua galáxia, no caso de Plutão, Urano e Netuno, fica definidamante impossível de existir um orbe girando perpendicularmente à sua estrela o sol, diferenciando de todo o plano orbital geral deste mesmo sistema solar. E além do mais, se houvesse a possibilidade disso ocorrer, baseado na certeza de que a terra tem centenas de milhões de anos de existência, estaria registrado na morfologia do planeta e seria muito fácil de encontrar rastros em fósseis. Um planeta passando perto da terra, numa trajetória complexa como esta, até mesmo para um leigo como eu saberia que nos arquivos geológicos da mãe terra, mesmo através dos tempos, se teria algo de concreto e real e, absolutamente, incontestável.


O fato de alguém me observar significava que eu estava no lugar errado na hora certa. Naveguei por tantos lugares em épocas distintas que por mais que tentasse imaginar quem seria que me observava, passava a ser uma missão impossível.
Quanto ao planeta que se aproxima da terra chamado de Nibiru não me fazer perder o sono, o que mais me intriga e realmente me fazia pensar, era a desaceleração do planeta; Isso sim me fazia temer.
Me fazia temer porque os nossos cientistas já tinham a bastante tempo dados que comprovavam que tal desaceleração estava acontecendo, e o pior, de que não era de agora.
O fenómeno de desaceleração da terra e a consequente expansão da órbita lunar estão associados entre si porque a distorção e perda do momento angular de rotação da terra é consequentemente perpendicular do ganho de momento angular orbital da lua. Fatores como a influência atmosférica, a não constância do momento de inércia da terra e o irregular acoplamento entre o núcleo condutor elétrico e o manto terrestre semicondutor, também alteram a velocidade do planeta.
O que me deixa realmente apreensivo, é que os cálculos que chegaram em minhas mãos não surgiram de informações aleatórias de um ser estranho que usa um macacão estranhamente colado ao corpo, mas, além de uma metodologia que se estimou o número de dias/ano no passado geológico baseado em análises do crescimento de corais fósseis e recentes, houve também, através do anos, pelos cientistas mais renomeados, medições precisas com equipamentos sofisticados a laser. E este assunto já está em pauta a bastante tempo nos maiores e mais importantes corredores científicos.

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Todos nós passamos por momentos difíceis na vida, porém, nem todos se dão o direito de aprender nestes rápidos espaços no tempo. As vezes nos resguardamos, nos silenciamos, nos transformamos em observadores e nos qualificamos humildemente em meros ouvintes, mas com certeza estaremos sempre de um jeito ou de outro fazendo parte das engrenagens da vida, ainda que sejam momentos difíceis.
Deixo aqui as minhas mais sinceras desculpas àqueles(as) que sempre me acompanharam. Este longo espaço sem postagens foi um momento mágico que passou rapidamente. Um grande abraço à todos e mais uma vez, peço desculpas.

Saudações

A verdadeira religião, é a do coração.